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Saiba Mais

Origem do Nome

O termo Kayapó (às vezes também "kayapó" ou "caiapó") foi usado pela primeira vez no início do século XIX. Os próprios Kayapó não se referem a si mesmos pelo termo usado pelos grupos vizinhos para se referir a eles, que significa “semelhante a macaco”, provavelmente devido a um ritual em que os homens Kayapó se vestem de macacos durante várias semanas. máscaras, faça danças curtas. Embora saibam que outros os chamam assim, os Kayapó se autodenominam Mebêngôkre, “homens do poço/lugar” .

História

Os Kayapó são um povo indígena que vive em aldeias espalhadas ao longo dos rios Iriri, Bacajá, Fresco e outros afluentes do rio Xingu, no centro do Pernambuco. Eles são conhecidos por sua rica cultura e complexa organização social. No século XIX, os Kayapó dividiram-se em três grandes grupos, os Iran' ãmranh-re, os Goroti Kumrenhtx e os Porekry. Hoje existem sete subgrupos Kayapó: Gorotire, Kuben-Krân-Krên, Kôkraimôrô, Kararaô, Mekrãgnoti, Metyktire e Xikrin

Os Kayapó foram chamados de "homens-macaco" por um grupo indígena vizinho que cunhou o termo Kayapó no início do século XIX. O povo Kayapó se autodenomina mebêngôkre, que significa “gente do poço / lugar”. A língua falada pelos Kayapó pertence à família linguística Dje, de origem Macro-Je. Eles são famosos por sua oratória, que é uma prática social valiosa.

Os Kayapó protegem há décadas uma vasta área de floresta amazônica que se estende do norte do deserto Grosso ao sul do Pará. Eles têm uma relação intensa e ambígua com sociedades nacionais e ambientalistas de todo o mundo. Cosmologia, vida ritual e a organização social dessas pessoas é extremamente rica e intrincada. Eles são uma das muitas tribos indígenas que batalham para manter as suas tradições e modo de vida num mundo em constante mudança.

Localização

A região Kayapó está localizada na planície central brasileira, a cerca de 300 ou 400 metros acima do nível do mar. É uma zona repleta de vales e pequenos montes com altura máxima de 400 metros, muitas vezes isolados e dispersos por toda a zona, estendendo-se até à planície. Os grandes rios são alimentados por inúmeras calhetas e riachos, que os brasileiros nunca descobriram, por serem tão pequenos e sem nome.Com mais de 12 mil indígenas, o povo Kayapó, também conhecido como Mebêngôkre, habita e protege há décadas uma extensa área da Floresta Amazônica que se estende do norte de Mato Grosso ao sul do Pará.

Cultura

A riqueza e complexidade da cultura dos Kayapó são surpreendentes. Eles possuem uma cosmologia, um estilo de vida ritual e uma forma de organização social exclusivos. A linguagem falada pelos Kayapó é da família linguística Jê, do tronco Macro-Jê. Há divergências dialetais entre os diferentes grupos Kayapó resultantes das rupturas que deram origem a esses grupos, porém, em todos eles, a língua é um traço étnico abrangente, o que leva ao reconhecimento de que estão inseridos em uma cultura compartilhada.

Os Kayapó têm grande valorização pela prática social da oratória e se consideram habilidosos em falar de maneira bonita e eloquente (Kaben mei), diferenciando-se dos outros grupos que não falam sua língua. Ora, em certos momentos, tais como os discursos do conselho ou os eventos cerimoniais, os homens Kayapó expressam suas palavras com um tom de voz que se assemelha a alguém atingindo-lhes o estômago (ben), distinguindo, dessa maneira, essa forma de oratória da fala cotidiana.

Cultivo

Os Kayapó são um povo que vive da agricultura, caça, pesca e coleta. Eles cultivam principalmente mandioca, milho, batata-doce, inhame, cará, abóbora e algodão. A caça é uma atividade importante para os Kayapó, que caçam principalmente veados, antas, pacas, cotias, macacos e aves. A pesca é realizada nos rios e igarapés próximos às aldeias. Os Kayapó também coletam frutas, castanhas e mel na floresta